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ORAR E PEDIR





Orar e pedir são realidades que experimentamos em nossa vida cristã. Quando oramos ao Senhor nosso Deus, apresentamos a Ele, entre outras coisas, as nossas necessidades. Algumas vezes pedimos publicamente, outras vezes, pedimos em particular; algumas vezes verbalizamos nossos pedidos, outras vezes, eles permanecem no silêncio dos nossos corações. Mas, em todas às vezes, Deus nos ouve.
Sobre o pedir, pelo menos dois versículos devem ser objetos de nossa reflexão.
O primeiro é: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.
Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.”
(Mateus 7.7,8). Nestas palavras de Cristo temos a garantia de que as nossas orações não são pronunciadas em vão.
O segundo versículo afirma: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.” (Tiago 4.3). Neste versículo somos advertidos sobre a cobiça e a inveja, e o perigo de termos as orações não atendidas, quando elas são feitas de forma egoísta.
Diante destes dois textos, faz-se necessário refletirmos sobre as nossas orações a Deus, o conteúdo e a finalidade daquilo que temos pedido ao Senhor. As nossas orações precisam ser feitas tendo em mente as seguintes perguntas: “Trará glória a Deus? Promoverá o seu reino? Ajudará alguém? Me ajudará a crescer espiritualmente?” (Bill Hybels em: Ocupado Demais Para Deixar de Orar. Campinas: United Press, 1999. p.78).
Os nossos pedidos precisam estar em consonância com a vontade de Deus revelada nas Escrituras.
Que possamos orar continuamente, como nos recomendou o Apóstolo Paulo em 1 Tessalonicenses 5.17.

Deus nos abençoe grandemente!


SENTIR DOR E BOM

O título desta reflexão pode assustar e parece vindo de uma mente masoquista ou até mesmo sádica. De fato, ninguém gosta de sentir dor, seja ela física, emocional ou espiritual. Tem dor pior que a dor de dente? Ela traz, por tabela, dor de cabeça, dor no olho e irritação. Curiosamente, existe uma criança entre 400.000, que nasce com uma enfermidade rara, chamada “desautonomia familiar”, doença essa que atinge o sistema nervoso autônomo e que se caracteriza pela total ausência de dor, ou seja, a pessoa perde todas as sensações. Pode se cortar, se queimar, quebrar a perna e não sentir dor. Ótimo, não é mesmo?? Na verdade, isso é grave, pois pessoas assim morrerão com infecções internas, sem sentir os sintomas de dor. Só se percebe a gravidade de sua enfermidade tarde demais. O rabino Harold Kushner, em seu livro “Quando Coisas Ruins Acontecem às Pessoas Boas” (Ed. Nobel, 1981), reflete sobre a necessidade de sentirmos dor; não que seja ótimo sentir dor, mas a dor é um aviso que o organismo humano envia para nos lembrar de que alguma coisa não está indo bem e que precisa ser regularizado. É uma oportunidade para revisarmos nossa saúde. Outras vezes a dor vem em virtude de esforços que fazemos superiores àqueles que podemos suportar. Para Kushner, “a vida seria perigosa, talvez impraticável, se não pudéssemos sentir dor” (p.67). A dor, seja ela física, emocional ou espiritual, é um custo de nossa existência humana. A leitura do livro de jó deixa um sentido que não podemos explicar conveniente sobre a origem e o porquê de determinadas experiências dolorosas, mesmo que num âmbito geral, com o pecado do casal no Éden, o sofrimento se tornou uma marca do ser humano. Não creio em um Deus que fica sentado em seu trono de Glória, enviando dores para nos punir ou nos testar, como se fôssemos marionetes em suas mãos. Mas, sei que posso crescer e me tornar mais humano à medida que enfrento algumas experiências dolorosas, podendo assim trabalhar alguns aspectos de minha vida, moldados a partir de um novo momento. Não é a “causa” da dor, mas o seu “efeito” que pode trazer algum sentido à nossa vida. As coisas acontecem, mas “Deus” faz com que todas concorram para o bem daqueles que o amam...” (Rom. 8:28). Compreendo-me assim como um “vaso de barro” rachado (II Co. 4:7), recipiente da graça de Deus, onde opera o Seu poder.

QUANDO A MORTE FAZ MAIS QUE A VIDA


 
Vivemos em um mundo pós-moderno. Fato? Há quem diga que não, mas, assim como eu, muitos outros acreditam na existência do fenômeno da pós-modernidade e refletem sobre suas implicações no cotidiano das pessoas.
Estava certo dia pensando acerca de como o corre-corre de nossas vidas nos faz esquecer coisas simples, mas de extrema importância para nossa existência. Um elemento específico que me chamou a atenção foi o valor que damos à morte. Fiquei pensando sobre como temos encarado a presença deste “ser” que inevitavelmente nos visita.
credito que os que me lêem, em algum momento da vida, já assistiram a algum desenho animado. Pois bem. Existe uma imagem cristalizada da morte: uma figura, geralmente magra, trajando uma roupa preta (que não permite a visualização do seu rosto), e portando um tipo de foice. Em outros casos, há a representação da figura incômoda como um esqueleto. Para essa breve reflexão, farei uso da primeira imagem (me agrada mais).
Se vocês prestarem atenção, lembrarão que ambas as imagens possuem traços humanos. A partir disso comecei a me inquietar com algumas idéias que assomaram a minha mente. Como já falei anteriormente, o mundo pós-moderno nos leva a esquecer, às vezes, a deixar de lado, atitudes simples, mas tocantes. Na nossa agitação diária, esquecemos que a morte poderá chegar a qualquer momento, para nós ou para aqueles que amamos e que nos amam. Esquecemos que a vida é apenas um momento, e muitas vezes, bem breve. A verdade é que sempre viveremos pouco, mas o suficiente.
Por vivermos apenas pensando no dia de amanhã, deixamos de lado a possibilidade de experimentarmos momentos de felicidade ao lado das pessoas que amamos. Quantas famílias não sofrem porque os pais se preocupam em dar o melhor para o futuro dos filhos, mas se esquecem que a construção do porvir depende do presente? Não se pode viver a vida futura sem antes se passar pelo presente, pelo palpável.
Às vezes, deixamos a morte ser mais carinhosa do que nós. Não quero dizer que todos nós somos omissos ou que o que fazemos é de total inútil, não se trata disso, mas que podemos e devemos cuidar mais uns dos outros. Não deixemos que o abraço da morte seja mais presente que o nosso, não deixemos que a morte diga que ela é mais atenciosa do que nós. Sei que sempre teremos a sensação que poderíamos fazer mais e mais por alguém, mas, no nosso íntimo, sabemos quando fizemos o que estava ao nosso alcance, e isso nos tranqüilizará. Não podemos permitir sermos desumanizados pelo fato de que o mundo se permitiu a desumanização. Vamos viver consciente da realidade. Existe uma frase que não sei ao certo de quem é, algumas pessoas me disseram que era de um escritor norte-americano, que diz que “devemos ver as coisas como se fosse o último momento em que as vemos”. Não! Não se trata de pensarmos assim, devemos ter consciência da morte, mas não vivermos em função dela. Devemos viver em função da vida. Devemos mostrar vida através do nosso amor, nossa atenção, nosso testemunho.
O nosso futuro está nas mãos de Deus, não existe cuidado maior. Com isso temos duas missões: fazer com que outros permitam que suas vidas também sejam entregues aos cuidados de Deus e cuidar daqueles que precisam de nós em todos os âmbitos da nossa vida: família, amigos, trabalho, Igreja. A partir da nossa “nova humanização” que Cristo nos dá, podemos humanizar o mundo. Que Deus nos abençoe e oriente neste sentido. Amém.

Professor do Curso de Extensão em Música

AMIZADE


Em nossos dias é muito difícil encontrar amigos, pessoas dispostas a sofrerem conosco, fortes, que possam nos ajudar a carregar as cargas da vida, pessoas que sabemos que de fato irão nos ajudar e não nos colocar mais para baixo, a quem possamos confiar segredos. Porém não nos faltam acusadores, para fazer piadas, criar histórias a nosso respeito, entre outras coisas.
Rm 15.1 “Nós que somos fortes na fé devemos ajudar os fracos a carregarem as suas cargas e não devemos agradar a nós mesmos”. Isto dá uma conotação de empatia (colocar-se no lugar de outro).
A respeito de empatia, conta-se uma história de um cego sentado na calçada em Paris, com um boné aos seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia: “Por favor, ajude-me, sou cego”. Um publicitário da área de criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou o pedaço de madeira, virou-o e escreveu uma nova mensagem. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora. Pela tarde, o publicitário passou novamente por ali… Agora o boné do cego estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu as pisadas e o perfume e lhe perguntou se havia sido ele quem reescrevera seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito. O publicitário respondeu: “Nada que não esteja de acordo com seu anúncio, mas, com outras palavras”. Sorriu e continuou seu caminho. No cartaz dizia: “Hoje é primavera em Paris e eu não posso vê-la.” (Autor desconhecido)
“Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram” (Rm 12.15). Temos que sentir as dores de nossos amigos como se fossem nossas dores. Quem não consegue se colocar no lugar dos outros são as crianças, elas não sabem ver pelos olhos dos outros. Se você disser: Dê este brinquedinho para ele, que ele quer brincar também. Ela não vai entender, porque ela não tem esta percepção. Para as crianças o mundo gira em volta delas. E quantas vezes nós nos comportamos assim com nossas amizades, tudo tem que girar em nossa volta. Meus amigos têm que ligar para mim, eles têm que me chamar para sair, eles têm que estar comigo quando eu precisar, têm que deixar depoimento para mim no Orkut e sempre que entrar no MSN têm que falar comigo. Enquanto isso, nós não fazemos nada daquilo que exigimos deles. A amizade tem que ser recíproca e sem interesses, simplesmente eu faço isso, porque você é meu amigo. Nós, os cristãos, deveríamos ser os melhores amigos do mundo. Porém, não o somos. A igreja cristã ainda é cheia de inveja, egocentrismo, não é caridosa, não temos empatia e muito menos amor altruísta. Gandhi, um líder religioso, certa vez disse que se nós, cristãos, vivêssemos o amor que pregamos, o mundo seria outro. E isso é verdade, nós temos que praticar aquilo que sabemos.
Existe um ditado popular que diz: “Aquilo que você não quer para você, não dê para os outros”. Isso é muito importante, porém, o Evangelho nos ensina assim: “aquilo que você quer para você, dê para os outros”. A mensagem de Jesus é sempre uma mensagem que vai partir de você para os outros, é você que toma a iniciativa. A mensagem dEle é uma mensagem altruísta. E sabemos que amar de forma altruísta não é fácil. Mas, para sermos bons amigos, temos que estar preocupados uns com os outros.
Jo 15.13”Ninguém tem mais amor pelos seus amigos do que aquele que dá a sua vida por eles”. Não temos como fugir, Cristo é o nosso maior amigo, deu a vida por nós. Ele é o maior exemplo. Se você quer ser um bom amigo aprenda com Ele, imite-O.